O deputado estadual Eduardo Botelho já está com o pé fora do União Brasil. Nesta segunda-feira (30), Eduardo admitiu que pode deixar a sigla e migrar para o MDB, comandado no Estado pela colega de Parlamento Janaina Riva.
O União, apelidado nos corredores de “Desunião Brasil”, conta com quatro deputados estaduais. São eles: Julio Campos, Dilmar Dal Bosco, o próprio Botelho e Sebastião Rezende.
A composição pode dificultar a chegada de novos nomes. Durante entrevista, Botelho explicou que a discussão interna passa justamente pela necessidade de abrir espaço na chapa.
Segundo ele, a permanência de muitos parlamentares acaba desestimulando novas filiações. “Nós temos uma dificuldade para montar o partido. Se um candiato entra e já tem quatro deputados, a expectativa dele é praticamente zero. Então não está vindo ninguém”, informou.
Diante desse cenário, o deputado disse que colocou o nome à disposição para deixar a sigla, caso isso ajude o grupo político a se reorganizar. “Eu coloquei à disposição, se for para ajudar o grupo, eu estou pronto para sair”, emendou.
Botelho também confirmou que já existe conversa com o MDB e que a porta está aberta para uma possível filiação. “A deputada Janaína abriu as portas para mim lá é uma possibilidade sim”, afirmou.
Botelho já ensaia deixar o União desde 2023, quando entrou em rota de colisão dentro da legenda na disputa interna pela candidatura à Prefeitura de Cuiabá. Apesar de ter vencido a queda de braço com o secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, naquele momento, acabou em terceiro lugar na eleição.
EFEITO DOMINÓ
O deputado estadual Dilmar Dal Bosco, também já sinalizou que avalia sair, o que pode provocar um efeito em cadeia. Em entrevista recente, Dilmar destacou seu histórico de construção partidária e indicou que o cenário atual pode forçá-lo a buscar outro caminho. “Eu sou uma pessoa que gosta de construir partido eu cresci o partido dentro do estado de Mato Grosso”, disse. Ele afirmou que a atual composição, com quatro deputados, dificulta a chegada de novas lideranças e que isso está sendo levado em conta nas conversas.
“Poderia ser mais viável eu sair ( para ajudar uma composição de vir mais gente”, completa. Apesar disso, ponderou que ainda tenta permanecer na sigla, mas admite que o futuro depende das negociações em andamento.
“Eu gostaria muito de ficar dentro do União Brasil então nós estamos conversando”, pondera. Dilmar revelou ainda que recebeu convites de diferentes partidos e apontou o PRD como caminho mais provável, caso decida sair. Em tempo, o presidente estadual do PRD, Mauro Carvalho, aliado de primeira hora do governador Mauro Mendes (UB), foi destituído do comando da sigla.