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O governador e presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, negou que haja um “desmonte” na sigla em meio à janela partidária e às especulações sobre a saída de lideranças. A declaração foi dada nesta segunda-feira (30), um dia antes de ele deixar o cargo para se dedicar à pré-candidatura ao Senado.

A janela, aberta em 5 de março e válida até 3 de abril, próxima sexta-feira, permite a troca de partido sem perda de mandato e tem acelerado as articulações políticas para o pleito de outubro. 

Nos bastidores, no entanto, alguns deputados avaliam trocar de partido e lideranças articulam novas composições para as eleições. Mesmo assim, Mauro tratou o momento como parte natural do jogo político e descartou qualquer crise interna.

“Não existe desmonte de partido. Hoje a chapa do União Brasil é uma das mais fortes que tem para deputado federal. Em breve, todo mundo vai conhecer todo mundo e não dá para ficar fazendo esse tipo de afirmação de algo que não é a realidade”, afirmou.

O governador reconheceu que há mudanças em curso, mas minimizou o impacto. “Essas saídas são estratégias absolutamente normais, naturais e previsíveis”, disse.

Entre os nomes que podem deixar a sigla, o deputado estadual Eduardo Botelho já sinalizou ida para o MDB, comandado em Mato Grosso pela deputada Janaina Riva. O deputado Dilmar Dal Bosco também é apontado como possível baixa.

Em 2025, o deputado Max Russi, disse numa entrevista que tentaria reforçar chapas e atrair nomes como o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, para o Podemos. Hoje, a cadeira dele na Câmara Federal é ocupada pela suplente Gisela Simona.

Mauro afirmou que acompanha de perto esse cenário e tem conversado com aliados. “Estão tendo muitas movimentações nesse momento, cada um procurando o melhor espaço, onde lhe parece mais favorável para obter êxito na eleição”, pontuou. Ele também reforçou o diálogo com lideranças. “Eu tenho conversado com um monte de gente, com o Fábio, com a Gisela. Muitas conversas estão acontecendo e vão acontecer ao longo da semana”, informou.

Questionado sobre uma eventual candidatura da primeira-dama, Virgínia Mendes, o governador disse que a decisão será dela. “Ela seguramente vai fazer esse anúncio no momento que tiver conforto em fazê-lo. Não sou eu que vou anunciar por ela, porque não sou eu que decido por ela”, disse. 

 

 

Fonte: Folhamax

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