O projeto de oficinas de aquarela “Descobrindo a Aquarela”, desenvolvido em Primavera do Leste, teve início em fevereiro de 2026 e já vem transformando a rotina de mais de 20 participantes atendidos por instituições de saúde e inclusão. A iniciativa, divulgada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, leva a arte como ferramenta terapêutica para crianças a partir de 10 anos, além de adolescentes e adultos.
As atividades acontecem semanalmente no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e na Clínica Anjo Azul, vinculada à Associação de Amigos dos Autistas (AMA). As oficinas são conduzidas pela artista Beatriz Rodriguez, com apoio da oficineira Ana Dorst, e foram pensadas desde o início para garantir acessibilidade e inclusão.
A proposta surgiu após diálogo com profissionais da saúde, que identificaram na aquarela uma forma eficaz de estimular autonomia, criatividade e acolhimento entre os participantes. Segundo a médica Paula Gotelip, que atua na assessoria pedagógica do projeto, a iniciativa já nasce com uma estrutura inclusiva, respeitando diferentes formas de expressão e percepção.
No CAPS, a coordenação destaca resultados positivos, com boa adesão e interesse dos participantes em dar continuidade às atividades. Além das aulas práticas, o projeto também prevê a capacitação de professores das instituições, que receberão materiais para manter as oficinas após o encerramento.
Ao final de dois meses, os trabalhos produzidos serão apresentados em exposições internas e também em uma mostra online, ampliando o alcance do projeto. A iniciativa integra o edital Viver Cultura, dentro da Política Nacional Aldir Blanc, que já destinou mais de R$ 9,2 milhões a projetos culturais em Mato Grosso, reforçando o papel da arte na inclusão social e no cuidado com a saúde mental.