O Governo de Mato Grosso confirmou a adesão à proposta do Governo Federal que busca conter a alta do diesel importado no país, em meio ao cenário de instabilidade internacional que tem pressionado os preços dos combustíveis.
A medida prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado, com os custos divididos igualmente entre a União e os estados. A iniciativa tem caráter emergencial e deve valer, inicialmente, por cerca de dois meses, com objetivo de reduzir os impactos no transporte, na produção e, principalmente, no preço dos alimentos.
De acordo com o governo estadual, a adesão representa uma tentativa de amenizar os efeitos da disparada do combustível na economia. A estimativa é de que Mato Grosso invista aproximadamente R$ 100 milhões durante o período de vigência da medida.
O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, destacou que a decisão busca proteger setores essenciais, como o agronegócio e o transporte, diretamente impactados pelo aumento do diesel. No entanto, ele alertou que o Estado não tem condições financeiras de manter o subsídio por um período maior. Caso a política seja prorrogada, o custo deverá ser assumido integralmente pelo Governo Federal.
A proposta foi discutida no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e já conta com a adesão da maioria dos estados brasileiros. O plano surge como alternativa após a rejeição de medidas anteriores que previam a redução do ICMS, consideradas prejudiciais à arrecadação estadual.
Com a adesão, Mato Grosso se junta a outros estados na tentativa de frear a escalada dos preços dos combustíveis e reduzir os impactos diretos no bolso da população.