O consumo de peixes no Brasil deve crescer cerca de 30% durante a Semana Santa de 2026, segundo estimativa da Associação Brasileira da Piscicultura. A alta é impulsionada principalmente pela tradição religiosa da Quaresma, que leva milhares de famílias a substituírem a carne vermelha por pescados.
A movimentação já é intensa em diversas regiões do país, com aumento significativo na procura por peixes e frutos do mar. Para comerciantes, o período é considerado o mais importante do ano comparado ao “Natal” do setor devido ao volume concentrado de vendas em poucos dias.
Entre os produtos mais procurados, a tilápia segue como protagonista nas mesas dos brasileiros. O peixe é o mais consumido no país e registra média de cerca de 4 quilos por pessoa ao ano, consolidando sua popularidade pela versatilidade e preço acessível.
Além da tilápia, o camarão também ganha espaço nas compras da Semana Santa. Muitos consumidores antecipam as aquisições para garantir produtos frescos e evitar preços mais altos próximos à Sexta-feira Santa, quando a demanda atinge o pico.
O mercado oferece opções para diferentes bolsos, desde espécies mais baratas até itens considerados de luxo, como a lagosta. Essa variedade contribui para ampliar o consumo e atrair novos públicos, inclusive aqueles que não têm o hábito de consumir peixe regularmente.
Outro efeito importante é o impacto na economia. O aumento nas vendas de pescados também impulsiona setores como vinhos, azeites e chocolates, típicos do período da Páscoa.
Especialistas apontam que esse crescimento pode ir além da data religiosa. A tendência é que parte dos consumidores mantenha o hábito ao longo do ano, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva da piscicultura no Brasil.