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A deputada estadual Janaina Riva (MDB) rebateu o discurso de “colapso fiscal” do governador e defendeu que Mato Grosso tem caixa para quitar os 20% de perdas acumuladas; parlamentar também quer fim da taxação de 14% sobre aposentados.

A queda de braço entre a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o governador Mauro Mendes (União) sobre o funcionalismo público ganhou um novo capítulo de alta voltagem. A parlamentar classificou como “má vontade política” a resistência do Palácio Paiaguás em negociar a Revisão Geral Anual (RGA) e contestou a tese de que o pagamento da dívida — que já beira os 20% de defasagem — poderia quebrar o Estado.

O Embate: Austeridade vs. Direito

Nos últimos dias, Mauro Mendes comparou as promessas de quitação integral da RGA ao cenário de crise da gestão Pedro Taques, alertando para um possível colapso fiscal. O gatilho para a fala do governador foi a promessa do senador Wellington Fagundes (PL) de liquidar o débito caso chegue ao comando do Estado.

Para Janaina, o argumento do governo é uma cortina de fumaça que ignora a realidade das famílias. “O governador nunca dialogou com os servidores e sempre deixou claro que não acredita que o servidor mereça esse reajuste. É uma decisão política. Mato Grosso é um estado que poderia pagar, mas o governo não quer”, disparou a deputada.

Propostas na Mesa

Para fugir do rótulo de “irresponsabilidade fiscal”, Janaina defende soluções escalonadas:

  • Gatilho Fiscal: Criação de um mecanismo de pagamento gradual, liberado conforme a margem nas contas públicas.
  • Fim do Confisco: Uma Proposta de Emenda para extinguir a cobrança de 14% sobre aposentadorias e pensões, baseando-se em entendimentos recentes do STF.

“A perda inflacionária impacta diretamente a vida das famílias e explica o alto endividamento dos servidores, que estão recorrendo cada vez mais a empréstimos consignados”, pontuou a parlamentar.

O “Não” do Executivo

Do outro lado, a barreira permanece erguida. Mauro Mendes já sinalizou que as propostas da deputada dificilmente avançarão na Assembleia Legislativa. Segundo o governador, projetos que reduzam a receita ou aumentem despesas fixas carecem de viabilidade jurídica e fiscal, mantendo o impasse que coloca, de um lado, a saúde do caixa e, de outro, o bolso do servidor mato-grossense.

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