O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) garantiu nesta quinta-feira (23), que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) continuará operando normalmente na Baixada Cuiabana, sem risco de interrupção. Segundo ele, o atendimento seguirá integrado ao Corpo de Bombeiros, modelo adotado para ampliar a eficiência no socorro à população.
A declaração ocorre após questionamentos sobre um possível enfraquecimento do serviço, motivados pelo encerramento de contratos temporários. Pivetta minimizou a situação e afirmou que o término dos vínculos já era previsto. “Alguns contratos venceram, infelizmente, mas há oferta de trabalho no mercado e falta de mão de obra”, afirmou.
O governador explicou ainda que a responsabilidade pelo Samu é, originalmente, dos municípios, mas que o Governo do Estado assumiu um papel complementar na Baixada Cuiabana diante das limitações estruturais enfrentadas pelas prefeituras.
Ele também defendeu o modelo de cooperação firmado ainda na gestão de Mauro Mendes, que permite ao Corpo de Bombeiros atuar diretamente nas ocorrências, conforme a proximidade. “O que importa é garantir um atendimento mais rápido e de qualidade. O Samu seguirá atuando em conjunto com os Bombeiros”, destacou.
O secretário de Estado de Saúde, Juliano Mello, detalhou que foram encerrados 38 contratos temporários com duração de dois anos, número inferior aos 56 inicialmente divulgados. De acordo com ele, a medida faz parte de um ajuste técnico nas escalas e não compromete o atendimento.
“Não houve desfalque. Sempre que houver necessidade de recompor equipes, o Estado fará a reposição”, assegurou.
A integração entre Samu e Corpo de Bombeiros começou em junho de 2025, com a implantação da Central de Regulação de Urgência dentro do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Desde então, os atendimentos passaram a ser realizados de forma coordenada em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Chapada dos Guimarães, além da regulação de outras regiões do estado.
Com a parceria, o número de bases de atendimento mais que dobrou, passando de 12 para 25 unidades. O modelo também resultou em uma redução de cerca de 30% no tempo de resposta das equipes, aumentando a agilidade no socorro.