A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, revelou nesta quarta-feira (25) que tem enfrentado forte pressão de lideranças políticas e também da população para disputar uma vaga como deputada federal nas eleições deste ano. Apesar do incentivo crescente, ela afirma que ainda não tomou uma decisão definitiva.
Segundo Virginia, o prazo para definir seu futuro político está se aproximando, o que aumenta a tensão em torno do tema. “Ainda não decidi, estou analisando. Falta cerca de uma semana para isso, e a pressão tem sido grande”, declarou durante conversa com a imprensa.
Ela destacou que os pedidos vêm de diferentes frentes. Parlamentares aliados têm incentivado sua candidatura, assim como moradores do interior do estado, onde sua atuação social tem maior visibilidade. “Tenho recebido muitas manifestações de apoio, tanto de deputados quanto da população. No interior, as pessoas pedem bastante para que eu entre na disputa”, afirmou.
Apesar do reconhecimento, Virginia admite que a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo ainda causa insegurança. Ela reforça que toda sua trajetória foi construída com base no trabalho voluntário, sem objetivos políticos. “Sempre atuei como voluntária, tanto na Prefeitura quanto no Estado. Sei lidar com pessoas, mas não me vejo como alguém da política. Nunca fiz meu trabalho pensando nisso”, explicou.
A primeira-dama também confessou receio em relação à exposição e às críticas que podem surgir durante uma campanha eleitoral. Para ela, existe uma diferença significativa entre o trabalho social e a vida política. “Fico honrada com os convites e feliz pelo reconhecimento, mas é algo que me assusta. Ser voluntária é diferente de ser candidata”, pontuou.
Virginia ainda ressaltou que a decisão final não depende apenas dela. A escolha passará por uma avaliação familiar e também pela estratégia do grupo político ao qual está ligada. Nesse contexto, o governador Mauro Mendes deve ter papel decisivo.
Ela citou, inclusive, convites de outras lideranças e partidos, como o deputado Max Russi e a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu. No entanto, segundo Virginia, essas possibilidades foram barradas para evitar conflitos políticos dentro do grupo governista. “Recebi convites importantes, mas o Mauro entendeu que não seria adequado neste momento”, concluiu.